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Por Vanessa Santos

A cantora Claudia Leitte fez o maior sucesso como uma das principais atrações do Maior Show do Mundo. Até aí nenhuma novidade. Mas você sabe quem roubou a cena no seu camarim?

Crédito: Felipe Souto Maior

Feito a partir da pele do peixe, o colar que Claudinha usou foi produzido pela designer de bijuterias Juliana da Fonte. O adereço faz parte da nova coleção da marca pernambucana e fez tanto sucesso que a cantora já pediu novos produtos.

O ateliê de Juliana da Fonte fica na Rua Jayme Loyo, nº 96, Casa Forte.

Por: Elayne Costa

O amadurecimento do setor têxtil desencadeou a busca por profissionais qualificados

Tecidos, linhas, coleções e máquinas. A união de matéria-prima e equipamentos de ponta, junto com imaginação, criatividade e um toque bem cultural que só os brasileiros têm, tornaram a indústria têxtil um dos maiores mercados em ascensão do país. O setor, que antes era ofuscado e vivia na base de experimentos – um dia acertando, outro errando – hoje caminha com passos firmes, sem arriscar, apostando na profissionalização. 

Da década de 90 para cá, grandes mudanças aconteceram no setor de vestuário em Pernambuco. Fatores como competitividade e baixa remuneração afloraram e trouxeram o fechamento de pequenas indústrias têxtil na Região Metropolitana do Recife (RMR). Em compensação, um novo panorama estava sendo criado no Estado: novas confecções começaram a surgir no Agreste e ficaram conhecidas, na época, como Sulanca.

As roupas, que antes eram feitas sem qualidade e destinadas ao público local, passaram por mudanças e hoje são costuradas em cima de conceitos de moda e tendências. Para a coordenadora do curso de design de moda da Faculdade Senac, Isa Maria Meira Rocha de Lima, investir em designer é o diferencial para cativar Pernambuco no mercado têxtil acelerado.  “Deve-se aproveitar a nossa cultura que é forte, para fazer os produtos sem parecer que eles são artesanais, criando uma leitura diferente. Deste modo, o Estado vai se destacar”.

A marca forte das grandes indústrias se concentram na RMR. Mas, é no Agreste, com empresa familiar nas cidades de Caruaru, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do Norte, Brejo da Madre de Deus, Surubim, Agrestina, Cupira, Vertentes, Belo Jardim e Riacho das Almas, que se encontram 75% da atividade industrial de Pernambuco, onde o Pólo é responsável por 15% das peças de todo o país.

Segundo o SINDVEST-PE e o Sindicato das Indústrias de Confecção de Pernambuco, o Estado é o segundo produtor de confecção do Brasil, só perde para São Paulo. O setor é responsável pela geração de 160 mil empregos, dos quais 80 mil estão no Agreste.

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Empresa familiar (Toritama/ PE) - Roosewelt Pinheiro/ABr

NOVOS TALENTOS

 Com o ritmo crescente da industrialização e o alto capital investido em tecnologia e máquinas, os empresários passaram a não aceitar mais um profissional amador, que tivesse apenas um “jeitinho” para trabalhar com moda.  Na medida em que a produção cresceu, no mesmo embalo cresceu a procura por pessoas qualificadas. Nesse contexto, as faculdades de design de moda começaram a ganhar amplitude e importância.

Em Recife, três instituições oferecem o curso superior: Faculdade Boa Viagem, Faculdade Maurício de Nassau e Faculdade Senac de Pernambuco. A graduação pretende dar ao aluno uma visão ampla do mercado, mostrando as necessidades e exigências de um campo que está em transformação.

O leque de oportunidades é grande, o profissional pode atuar em 32 diferentes seguimentos, como: planejamento para empresas, criação, produção de moda, figurinista, designer têxtil e fotógrafo de moda. 

Para a coordenadora do curso de design de moda da Faculdade Senac de Pernambuco, Isa Maria Meira Rocha de Lima, deve-se investir em pesquisa. “Os empresários precisam entender que profissionais de design são importante para dar “cara” à produção“.

No país, a área de moda, mesmo com todo crescimento, ainda necessita de investimentos e estímulo. Os órgãos, empresários e o governo têm que abrir a visão para isso. “O Brasil é um país muito bem visto no exterior, por ter novas ideias e grandes estilistas. Mas o que dificulta é a falta de incentivo”. Diz o coordenador do curso de design de moda da Faculdade Maurício de Nassau. Para ele, todo esse desenvolvimento tem um ponto positivo: a descoberta de novos talentos. 

A estudante Viviane Barros, do 2° período, entrou no curso sem saber dos processos de produção e diz que as aulas nos laboratórios ajudam na formação do conhecimento. “Espero com o aprendizado prático montar minha marca e ter um negócio próprio”.  

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Laboratório de moda da Faculdade Maurício de Nassau

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